Workshop: Bases para a Conservação
da Biodiversidade do Estado de São Paulo
Grupos Geográficos: Ambiente Marinho
Participaram da reunião:
- Cláudio Gonçalves Tiago, CEBIMar-USP
- Álvaro Esteves Migotto, CEBIMar-USP
- Eurico Cabral de Oliveira Filho, IBUSP
- Fábio Lang da Silveira, IBUSP
- Naércio Aquino Menezes, MZUSP
- Osmar Domaneschi, IBUSP
- Ana Maria Gouveia Monteiro, IBILCE-UNESP (SJRP)
- Valéria Flora Hadel, CEBIMar-USP
- Emygdio L. de A. Monteiro Filho, DZ-UFPR
- Luz Amélia Vega Perez, IOUSP
- Adilson Fransozo, IB-UNESP(BOTUCATU)
- Eduardo Hajdu, Museu Nacional-UFRJ
- Antonia Cecília Zacagnini do Amaral, IB/UNICAMP
- Carlos Eduardo Falavigna da Rocha, IBUSP
- Tiago E. M. Duque Estrada, IB/UNICAMP
- Sérgio de Almeida Rodrigues, IBUSP
- Donald Potts, UCSC (EUA)
- Luiz Ricardo Lopes Simone, MZUSP
- Monica T. Shimabukuro
Posição Final
- Identificação de concentrações
e vazios de coleta
No ambiente marinho, as concentrações de coleta
ocorreram, de maneira geral, em volta das instituições
de pesquisa ou de suas bases e nas rotas dos cruzeiros oceanográficos.
Individualmente, alguns poucos pesquisadores já conseguiram
realizar uma varredura, ainda que não extensiva, na linha
litoral do Estado, como no caso de macroalgas. Os municípios
com um melhor conhecimento da biota são os de Ubatuba,
Caraguatatuba, São Sebastião, Ilhabela, Santos e
Cananéia, mas ainda de maneira não satisfatória.
- Definir prioridades para os estudos
De maneira geral, a prioridade inicial será a de se realizar
uma operação de varredura, principalmente na faixa
litorânea, para depois se proceder à identificação
de áreas que necessitariam de uma concentração
de estudos e esforço de coleta. Seria desejável
que os esforços de coleta se dessem de maneira a privilegiar
o habitat, ao invés do táxon, para um melhor aproveitamento
de todo o material coletado.
- Necessidades efetivas para o georeferenciamento
Para o estudo no ambiente marinho com georeferenciamento dos pontos
de coleta no nível pretendido seriam necessários:
- mapas (1:50.000 ou em escala menor) com os seguintes elementos
incorporados:
- nomes locais de praias e costões rochosos;
- localização e demarcação das áreas
de conservação;
- sistema de coordenadas latitude/longitude,
conjuntamente ao sistema UTM/Km;
- linhas de isóbatas e pontos
de batimetria (existentes nas Cartas Náuticas da DHN);
- áreas exclusivamente de mar até proximidades do
talude continental (também existentes nas Cartas Náuticas).
- confecção de uma lista dos topônimos do
Estado de São Paulo que permita a utilização
uniforme dos nomes de trechos da costa, municípios, localidades,
acidentes geográficos, praias e costões.
- Disponibilização eletrônica dos mapas,
das fichas de informações para geocodificação
das coletas, e da lista de topônimos.
Apesar de imprescindível, considerou-se que o georeferenciamento
do material depositado nas instituições de pesquisa
e ensino, devido ao seu enorme volume, só seria possível
em médio prazo, através de uma "linha de financiamento"
do Programa de Biodiversidade. Para a localização
exata dos pontos de coleta de parte desse material, seria importante
a republicação (meio eletrônico) de mapas
e relatos de expedições que se encontram esgotados
ou indisponíveis, para a verificação das
modificações de linha da costa (aterros, assoreamentos,
dragagens, acréscimos, construções, etc)
e dos nomes antigos de praias, costões, acidentes geográficos,
etc).
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