Workshop: Bases para a Conservação da Biodiversidade do Estado de São Paulo Grupo Sistemático: Invertebrados Não Marinhos

Coordenação: C. A. Brandão & G.J. Moraes

Estiveram presentes à reunião: T.M. Tundisi, H. Hoefer, E.M. Cancello, A. M. Penteado-Dias, P. Gnaspini, R.P. Rocha, A.E.C. Campos-Farinha, J.L. Bousquets, T. Lewinsohn, R.R.A. Lordello, D. Ismael, M.M. Dias Fo., A.D. Brescovit, C.H.W. Flechtmann, J.M.F. Camargo, R.K. Colwell, F. Onoro, L. de Souza e K. Brown Jr.

  1. Data limite para recebimento dos documentos

    O coordenador informou que a data limite para recebimento dos documentos é 15 de novembro próximo.

  2. Formulário

    Foi solicitado ao Thomas para falar sobre a ficha preparada para a elaboração dos documentos. Ele disse que o formulário foi elaborado como um rascunho, que depois foi usado na forma como estava por todos os grupos. Foi colocado em discussão o formato atual do formulário. A intenção do formulário é possibilitar uma visão do que temos já disponível em São Paulo, Brasil ou no mundo: especialistas, coleções e suporte. Foram solicitadas informações sobre o que há disponível, assim como o que falta, quais as limitações atuais, e como os problemas poderiam ser solucionados.

    É necessário especificar melhor os campos da tabela de "representatividade de coleções em São Paulo" (principalmente no que se refere ao número de espécimes em São Paulo e de uma forma geral). Nesta tabela deveríamos colocar também quão completa é a literatura de suporte disponível junto à coleção. Deveria também haver uma coluna dizendo sobre a disponibilidade de especialista junto à coleção. Dentro da tabela, quando informar sobre a literatura associada à coleção, informar se esta é institucional ou se é particular, do especialista.

    O coordenador perguntou se todos concordam em se estender o uso do formulário para outros grupos, ou algo parecido com aquele formulário. Uma das sugestões foi que fosse feito um contato com curadores (quando houver); quando não houver, outras pessoas especialistas poderiam dar as informações. O coordenador acredita que um dos aspectos que deveria ser incluído no formulário é com relação à existência de literatura de suporte à coleção. O formulário também não está completo com relação à distribuição da cobertura das coleções dentro de biomas. Os formulários poderiam também ser complementados com a informação sobre os especialistas e curadores que estão hoje em atividade para os diferentes grupos em São Paulo. Também o formulário sobre importância do taxon poderia ser mais auto explicativo: o que é "prioritário"?

    Para zooplancton, o preenchimento do formulário é difícil, porque não há taxonomistas nestes grupos no Brasil. A UFScar tem um boa coleção, mas o material não está identificado ao nível de espécies. Foi discutido também como se estabelecer critérios para a definição dos grupos prioritários.

    Algo que chamou atenção com as respostas dadas por diferentes especialistas às perguntas do formulário foi o fato de que em alguns casos existem coleções excelentes, mas que no presente não há especialistas no grupo, como ocorre com os carabídeos em São Paulo.

    Poderia haver também um campo no formulário para comentários gerais sobre a natureza da coleção, e quanto ao que ela representa (quanto ao número de espécies, sua representatividade real do Estado de São Paulo).

  3. Lacunas O grupo detectou as principais lacunas nos grupos a serem estudados e listou nomes de especialistas, na maioria do Estado de São Paulo, que poderiam preencher as informações e preparar os capítulos.

  4. Formato do documento

    Sugere-se que cada trabalho seja iniciado com uma página de introdução ao taxon, incluindo uma ilustração do organismo (principalmente para aquilo que vai ser viabilizado via INTERNET).Os textos para outros grupos ainda não tratados, serão solicitados às pessoas listadas anteriormente neste documento.

    Sugere-se que sejam disponibilizados via INTERNET todos os questionários respondidos. Para a publicação do livro, as informações dos questionários individuais serão sintetizados. Sugere-se que também sejam considerados os organismos identificados apenas a níveis supra-específicos, nas chamadas "listas de espécies".

    Foi citado que seria muito útil se colocar em cada documento a literatura básica sobre cada grupo, se ela for pertinente na parte introdutória.

    Houve uma série de discussões sobre o nível de detalhe do documento a ser preparado. A preocupação é que se saiba definir até que ponto se deve detalhar no momento, deixando-se o restante, ou seja, a análise mais pormenorizada, para ser desenvolvida já dentro de projetos específicos a serem desenvolvidos dentro de um programa a ser estabelecido como fruto do presente esforço.

  5. Discussão geral sobre a disponibilidade e formação de taxonomistas

    Foi considerada ainda remota uma melhora a curto prazo no que se refere à contratação de novos taxonomistas, apesar do fato de que a sociedade como um todo tem se posicionado favoravelmente em relação à necessidade de se dar maior atenção a esta área de atuação. Entretanto, não se pode dizer ainda que a sensibilização a nível institucional tem mudado. Isto deverá ocorrer, mas poderá tomar algum tempo.

    Sugeriu-se a conveniência de se tentar complementar a necessidade de mão de obra para os trabalhos de taxonomia, através de contratações de técnicos e auxiliares para ajudar na coleta, informatização de dados, etc. Seria mais ou menos algo paralelo aos "parataxonomistas", que atuam em programas de biodiversidade na Costa Rica. Neste sentido, podemos hoje utilizar inclusive a "bolsa de capacitação técnica" da FAPESP e outras formas semelhantes para suprir estas necessidades, pelo menos temporariamente.



Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, FAPESP
Centro de Referência em Informação Ambiental, CRIA