Workshop: Bases para a Conservação
da Biodiversidade do Estado de São Paulo
Grupo Temático - Conservação In Situ
Coordenador: Lucila Pinsard Vianna - PROBIO - SMA-SP
Relator: Cláudio C. Maretti - Fundação Florestal (SMA-SP)
DIAGNÓSTICO:
O que foi apresentado (até o workshop):
- Pesquisas existentes nas unidades de conservação.
(Disponível na Internet, em "listas sujas"
e incompleto.)
- Pesquisas necessárias para as unidades de conservação.
(Ainda não disponível na Internet e apenas
relativas a algumas UCs em processo de elaboração
de plano de manejo ou gestão.)
- Infra-estrutura existente para pesquisa nas unidades de conservação.
(Ainda não disponível na Internet, com necessidade
de verificação dos dados.)
- Dados gerais de caracterização das UCs. (Disponível
na Internet, compondo um banco de dados. Dados "sujos"
e incompletos.)
Recomendações para o diagnóstico:
Rever, complementar e consolidar o diagnóstico já
realizado.
- Complementar com informações de outras UCs:
- Solicita-se aos pesquisadores completar cadastro de pesquisa.
- Os retornos dessa atualização deve ser repassado
aos coordenadores para atualização do banco de dados
(com a BDT).
Recomendações para Gestão do Sistema de
Unidades de Conservação na sua Relação
com a Realização de Pesquisas
Facilitação do desenvolvimento das pesquisas
nas UCs
- Divulgar as unidades de conservação e a oferta
de infra-estrutura.
- Indexar projetos segundo palavras chave, permitindo elaborar
matriz de pesquisa e pesquisadores para verificar sobreposição
ou interesses complementares. A instituição administradora
da UC deve procurar a otimização das pesquisas,
alertando os pesquisadores da superposição e possíveis
incompatibilidades. (Mas as UCs são co-responsáveis
pela manutenção da qualidade do objeto de pesquisa.)
- Considerar que é parte inerente das funções
das UCs a realização de pesquisas.
- Os pesquisadores também devem se adaptar as condições
de funcionamento da UC, por exemplo agendando as suas estadias.
- Realizar plano de manejo (ou de gestão ambiental) de
forma participativa, com a presença dos pesquisadores especial,
mas não exclusivamente, para definir os programas, prioridades
e estruturas para pesquisa. (A priorização de pesquisas
deve atender as necessidades das UCs, sem servir ao impedimento
das não prioritárias.)
- Zonear as UCs, mantendo áreas restritas para visitação,
possibilitando pesquisa em toda a UC e respeitando as restrições
de algumas zonas
- Estabelecer condições de alojamento procurando
separar as áreas de pesquisadores das de visitação
pública.
- Divulgar as prioridades de pesquisa das UCs e os critérios
de sua efetivação.
- As agências de fomento e/ou os projetos de pesquisa
devem procurar apoiar a UC, seja com equipamento de pesquisa,
seja no apoio geral à UC. Isso pode ser mais fácil
se houver a definição de projetos/programas integrados
de pesquisa, preferencialmente associados ao plano de manejo
(ou de gestão ambiental) para solicitação
de financiamentos.
- Implantação de uma rede de pesquisas realizadas
em UCs.
- Estabelecer arranjos com pesquisadores com dificuldades de
recursos para custear suas estadias, através da troca de
serviços (palestras, documentos, etc.)
- Devem ser formados auxiliares de pesquisa e monitores/guias
de campo dentre as comunidades locais da região das UCs,
que seriam credenciados pelas instituições de pesquisa
e pelas instituições responsáveis pelas UCs.
- É recomendável ter sempre um monitor local acompanhando
a pesquisa, seja funcionário, seja credenciado.
- Capacitar os administradores das UCs, inclusive para recebimento
de pesquisadores e outros usuários de UCs, incentivando-o
mais adequadamente ao cumprimento das funções das
UCs.
Agilização da aprovação dos projetos
de pesquisa pela instituição responsável
pelas UCs
- Estabelecer prazos máximos para aprovação
(ou não) de projetos de pesquisa: ~1 mês. (Há
particularidades dos procedimentos internos de cada instituição.)
- Objetivar a análise, homogeneizando e esclarecendo
os critérios. (Utilizando, por exemplo, o modelo do CNPq.)
- Critérios de análise:
- Foram debatidos critérios sem consenso total.
- Quanto ao mérito:
- considerar aprovações de mérito de outras
instituições, p.ex.: FAPESP, CNPq, universidades.
- analisar o mérito de todos os projetos.
- Quanto ao impacto:
- analisar os possíveis impactos de todos os projetos.
(O pesquisador deve declarar, comprometendo-se com os impactos
esperados.)
- Consultar a UC e a instituição responsável
antes de pedir o financiamento.
- Usar consultores ad hoc na análise dos projetos.
- Aprovar projetos/programas temáticos, de maior duração
(p.ex. cinco anos), possibilitando a apresentação
de uma série de subprojetos e permitindo visitas exploratórias.
- Permitir a anexação de subprojetos de extensão
do original (sem ter que percorrer todo o processo novamente,
embora sendo também analisado.)
Fortalecimento do sistema de unidades de conservação
- Deve ser obrigatório o preenchimento do protocolo mínimo,
em definição neste workshop, para as pesquisas
em UCs.
- Recomenda-se uma maior autonomia na administração
das UCs, com terceirização de atividades tipo lanchonetes,
hospedarias de turistas, lojinhas e outros, facilitando a arrecadação
de recursos e o patrocínios.
- Devem ser estabelecidas, em UCs prioritárias, áreas
exclusivas para pesquisa de longa duração. Nessa
áreas devem ser garantidas estruturas de apoio adequadas
financiadas pelas agências de fomento.
Sugestão de critérios para a priorização
das UCs:
- representatividade das unidades fitogeográficas e biogeográficas
(estes principalmente nas áreas costeira e marinha);
- locais onde existem já pesquisas de longa duração
e de qualidade;
- presença de infra-estrutura;
- tamanho;
- grau de conservação e
- facilidade de acesso.
- Devem ser priorizadas algumas unidades de conservação
para caracterização da biodiversidade.
Sugestão de critérios:
- onde haja pouco conhecimento;
- tamanho;
- grau de conservação e
- representatividade das unidades fitogeográficas e biogeográficas
(estes principalmente nas áreas costeira e marinha).
- Fazer levantamento do grau de representatividade dos ecossistemas
existentes nas UCs, recomendando a sua complementação
e/ou a conservação dos mais ameaçados.
A unidade de conservação ideal (para pesquisa)
- Tem plano de manejo (ou de gestão ambiental).
- É preservada de fato, com vigilância, estrutura
de combate a incêndio, manejo adequado para conservação
a longuíssimo prazo,...
- É suficientemente grande.
- Tem infra-estrutura: alojamento, distinto para visitação
e para pesquisadores, estradas e trilhas, equipamento básico
de laboratório (estufa, lupa, etc.), equipamentos básicos
de metereologia, biblioteca com banco de dados das pesquisas realizadas
na e sobre a UC, etc.
- Tem pessoal de apoio (da UC ou credenciado) e administrador
capacitados.
- Tem zoneamento, com áreas exclusivas para pesquisa.
- Tem autonomia para buscar a geração de receita
própria. (Receitas variadas, de souvenirs, ingressos,
etc., não sobrecarregando a pesquisa com despesas.)
Pesquisador ideal:
- Apresenta seu projeto a instituição responsável
- Favorece a divulgação científica, proferindo
palestras para a comunidade, turistas, funcionários e outros
e escrevendo documentos específicos de divulgação.
- Apresenta seus relatórios regularmente e disponibiliza
os resultados finais de sua pesquisa.
- Apoia a capacitação de funcionários em
todos níveis e dos monitores não funcionários.
Criação de Comissões para:
- rever, complementar e consolidar o diagnóstico já
realizado;
- melhorar e complementar os critérios para escolha de
unidades de conservação prioritárias e sugestão
das unidades propriamente ditas e
- a partir do diagnóstico geral concluído, avaliar
a representatividade e ameaça dos ecossistemas e propor
complementação do sistema estadual de unidades de
conservação.
|