Objetivos, Meios e Produtos
O objetivo maior do BIOTA-FAPESP é
inventariar e caracterizar a biodiversidade do Estado de São Paulo,
definindo os mecanismos para sua conservação, seu potencial econômico
e sua utilização sustentável.
A relação de objetivos, meios e produtos apresentada a
seguir não é
exaustiva, se propõe a apontar linhas gerais de atuação no Programa.
Objetivos
- Estudar e conhecer a biodiversidade do Estado de São Paulo e
divulgar este conhecimento e sua importância.
- Compreender os processos geradores, mantenedores e impactantes da
biodiversidade.
- Ampliar a capacidade de organizações públicas e privadas de gerenciar, monitorar e utilizar sua biodiversidade.
- Avaliar a efetividade do esforço de Conservação
no Estado, identificando áreas e componentes prioritários para
Conservação.
- Desenvolver bases metodológicas e padrões de
referência para estudos
de impacto ambiental.
- Produzir estimativas de perda de biodiversidade em diferentes
escalas espaciais e temporais.
- Subsidiar a tomada de decisão sobre projetos de desenvolvimento,
especialmente os de desenvolvimento sustentável.
- Capacitar o Estado e organizações públicas
e privadas para se
beneficiar do uso sustentável de seus recursos biológicos
genéticos.
- Capacitar o Estado para estimar o valor da biodiversidade e
seus serviços, tais como conservação de recursos
hídricos, controle biológico, etc.
- Capacitar as instituições do Estado a atender
a disposições e instrumentos legais referentes a organismos vivos, tais como o
depósito
de espécimes.
Meios e Produtos
- Consolidação da infraestrutura de coleções
e acervos em museus, herbários, jardins botânicos, zoológicos,
bancos de germoplasma etc., equiparando-os a padrões internacionais
quanto a tamanho de acervo; qualidade da manutenção e
organização; informatização; curadoria;
realização de exposições;
divulgação e produção de publicações;
designação de pelo menos uma coleção de
referência para cada grupo de organismos.
- Informatização de todos os acervos e
coleções científicas do Estado, e estabelecimento
de uma rede de informação em biodiversidade entre todas as
instituições envolvidas com a pesquisa e
conservação de biodiversidade no Estado.
- Adequação e disponibilização de bases
cartográficas e imagens para subsidiar pesquisas em biodiversidade.
- Consolidação da infraestrutura e serviços de
apoio para pesquisa das Unidades de Conservação.
- Dotar as Unidades de Conservação do Estado do
conhecimento sobre a biodiversidade necessário para seu manejo
adequado.
- Produção e divulgação de check-lists de
toda a biota conhecida do Estado.
- Produção de chaves de identificação,
catálogos e monografias de revisão, e sua
publicação impressa e / ou eletrônico para os grupos taxonômicos melhor conhecidos.
- Avaliação da representatividade das Unidades de
Conservação existentes no Estado e
identificação de áreas prioritárias
para a ampliação ou o estabelecimento de novas
Unidades de Conservação.
- Desenvolvimento de inventários e estudos para preencher
lacunas de conhecimento, taxonômicas e geográficas,
sobre a diversidade biológica do Estado.
- Desenvolvimento de projetos de pesquisa para o entendimento da
organização espacial e temporal da diversidade
biológica, e dos processos que afetam sua manutenção.
- Desenvolvimento de estudos comparativos e retrospectivos para
estimar perdas de biodiversidade no Estado, tanto de espécies
como de habitats e ecossistemas.
- Desenvolvimento de projetos especiais sobre problemas ostensivos
que afetam a conservação da biodiversidade no
Estado, tais como os efeitos e consequências da
fragmentação ambiental sobre a biodiversidade.
- Desenvolvimento de projetos experimentais e comparativos sobre
impacto ambiental, tais como estudos no padrão
antes e depois, controle e impacto; utilizando-os para monitorar as
consequências de obras e projetos ambientais e
para estabelecer padrões de referência para
avaliação de impacto ambiental no tocante à
diversidade biológica.
- Desenvolvimento de projetos piloto de bioprospecção,
interfaceando com outros programas com interesses semelhantes
ou correlatos.
- Desenvolvimento de padrões, rotinas e infraestrutura
para atender a demandas de depósito legal.
- Aumento do número de taxonomistas no Estado de acordo com
a extensão da biota do Estado e com a crescente
demanda de serviços.
- Formação de recursos humanos - nível
médio e superior - em áreas básicas para
subsidiar o estudo da biodiversidade.
- Incentivo ao desenvolvimento de profissionais em novas
áreas de conhecimento ou em novas interfaces, tais como
bioinformática ou como a aplicação de sistemas
geográficos de informação à biologia.
- Promoção de cursos especiais intensivos em
taxonomia; em métodos de coleta e inventários; em
métodos de análise, etc.
- Aumento do número e adequação da
duração de bolsas, especialmente as de apoio
técnico, de recém-doutor e de jovem
pesquisador, conforme a demanda específica do programa.
- Aumento do contingente de profissionais contratados em todos
os níveis nos órgãos de pesquisa e ensino e Unidades de
Conservação.
- Firmar acordos e compromissos institucionais que garantam o
engajamento e a continuidade de projetos de pesquisa,
organização e manutenção de acervos.
- Criação e montagem de exposições
didáticas sobre biodiversidade.
- Produção de materiais de divulgação
e apoio ao ensino, tais como guias de campo e guias de
identificação.
|