Concurso Biota Empreendedorismo chega à etapa final

Os cinco projetos finalistas serão apresentados publicamente no dia 14 de setembro

Em abril (2016) o Programa Biota/Fapesp lançou o primeiro concurso BIOTA Empreendedorismo. A ideia é fomentar a criação e o desenvolvimento de modelos de negócios em biodiversidade baseados em pesquisa dentro da grande área temática que abrange a caracterização biológica e química, conservação, restauração e uso sustentável da biodiversidade brasileira.
O processo incluiu um processo de treinamento dos participantes e aperfeiçoamento dos projetos. Após a primeira fase, de inscrições, foi oferecido um curso pela INOVA/Unicamp (o Workshop Business Model Generation/BMC) e os modelos de negócios selecionados na segunda fase participaram de treinamentos oferecidos pela coordenação do Biota e pelas agências de inovação das universidades públicas paulistas.
O concurso chega, no próximo dia 14 de setembro, à sua última etapa: a apresentação pública dos projetos finalistas, que serão julgados por uma banca formada por empresários ligados à área de negócios baseados em pesquisas, pesquisadores, coordenadores de agências e núcleos de inovação e possíveis investidores.

Conheça mais sobre os projetos finalistas:

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[acc_item title=”Nanoformulações lipídicas de alcaloides antiparasitários”]

Caroline Sprengel Lima
Ana Carolina Nazaré
Daiane Bertholin Anselmo
Mariana Bastos dos Santos

Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP São José do Rio Preto

Os agentes antiparasitários são fármacos cruciais à manutenção da saúde dos rebanhos de bovinos e ovinos. As elevadas taxas de resistência dos parasitos e a perda econômica causada pelas infestações justificam a necessidade por compostos inovadores. A presente invenção propõe nanoformulações lipídicas de guanidinas sintéticas, estruturalmente baseadas em alcaloides de Pterogyne nitens, uma planta brasileira. A originalidade da proposta é corroborada pela importância sócio-econômica-cultural da bovinocultura e ovinocultura somada à escassez de estudos direcionados ao desenvolvimento de fármacos veterinários. Assim, busca-se o desenvolvimento de um antiparasitário inovador útil aos bovinocultores e ovinocultores.

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[acc_item title=”Balbina: Mitigando Emissão e Gerando Créditos de Carbono”]

Diogo Mitsuo Oliveira Ogawa
Natácia Ery Horikawa
Priscila da Costa Carvalho de Jesus

Universidade de São Paulo – USP

A maior motivação para o desenvolvimento do Projeto Balbina de Mitigação de Carbono é minimizar a liberação de CO2 e CH4 pela represa da usina de Balbina. A usina de Balbina é considerada o maior desastre ambiental do país, dentre os impactos ambientais, destaca-se a geração de gases de efeito estufa citados em maior volume por KW/h gerado que uma termelétrica. O projeto visa fixar carbono em forma de biomassa microbiana, sendo negociada como ração animal e biofertilizante. Paralelamente, a exploração dos créditos de carbono se dará pela parceria com a Eletronorte, responsável pela hidrelétrica.

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[acc_item title=”Fitoquímicos de plantas para áreas degradadas”]

Lilian Cherubin Correa
Alene Cortes de Queiroz e Silva
Ubirajara Coleto Júnior
Naira Buzzo Anhesine

Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP Araraquara

Exigências recentemente impostas ao setor rural relacionadas ao reflorestamento de áreas degradadas e manutenção da vegetação nativa chocam-se com os interesses, principalmente dos pequenos produtores e constituem um desafio. A política nacional de saúde reconhece a importância da medicina tradicional popular. Nesse contexto, espécies vegetais nativas com algum potencial biológico e econômico constituem uma interessante opção a ser empregada para o reflorestamento. A necessidade de métodos simples e baratos justifica o emprego da tecnologia denominada OLE – Online Extraction, na qual extratos e frações são obtidos diretamente do material vegetal, sendo uma alternativa ambientalmente mais amigável por dispensar etapas de preparo de amostra, além de garantir a estabilidade dos compostos extraídos.

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[acc_item title=”Manejo integrado de carrapatos: atração feromonal e controle biológico”]

Lucas Garcia Von Zuben

Universidade de São Paulo – USP

O carrapato-do-boi é uma das principais pragas que acometem a pecuária brasileira sendo responsável por danos anuais na ordem de bilhões de reais. O atual método de controle (carrapaticidas) é ineficiente e traz consigo o aumento da resistência das pragas e prejuízos à saúde animal, humana e ambiental. O presente projeto visa desenvolver uma solução eficaz e sustentável a esse problema, através da produção de uma armadilha que combina atração dos indivíduos através de feromônios e posterior controle biológico através de fungos. O modelo de negócios prevê uma primeira etapa de prestação de serviços, que servirá para o aprimoramento da tecnologia. A segunda etapa prevê o licenciamento da tecnologia para um conglomerado industrial que já atue no controle de pragas da pecuária.

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[acc_item title=”BIOT GAS: gases de biorreatores”]

Rafael Augusto Theodoro Pereira de Souza Nahat

Universidade de São Paulo – USP

O P&D biotecnológico demanda medição dos gases carbônico e oxigênio, mas hoje o Brasil só conhece soluções importadas, caras e sem suporte. O BIoT Gas veio para mudar isso: nacional e fácil de instalar, usar e manter, melhora o P&D dos clientes com tecnologias pioneiras no país – LuminOx e Internet of Things. Mais qualidade e menos custo para a pesquisa nacional.

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Inscrições e mais informações sobre o evento: https://www.fapesp.br/eventos/bioempreendedor