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“Programa é indutor da formação e pesquisa em biodiversidade em São Paulo” afirma Ricardo Trindade ao avaliar o Biota

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Avaliação do período de 2022 a 2025 foi apresentada no XI Simpósio e Reunião de Avaliação, realizado em São Pedro (SP).

O Programa Biota/Fapesp realiza regularmente um Simpósio de Integração e uma Reunião de Avaliação com todos os projetos de pesquisa em andamento e os recém-finalizados. O objetivo é promover a integração entre os projetos do Programa para fomentar novas ideias e interfaces entre projetos e produtos para a ciência da biodiversidade, além de avaliar o andamento geral do Biota, considerando o seu planejamento estratégico. O evento de 2026 aconteceu entre 31 de agosto e 3 de setembro, em São Pedro (SP), e reuniu cerca de 150 pesquisadores dos projetos associados ao Programa.

Para Ricardo Trindade, da Coordenadoria de Programas Estratégicos da Fapesp, “o Biota é um programa estratégico de muito sucesso; o fato de a Fapesp apostar nesse modelo de programas estratégicos é fruto também desse sucesso”. Trindade apresentou a avaliação interna da Fapesp sobre o Biota, que utilizou dados quantitativos como número de projetos submetidos, fundos alocados, número de artigos publicados e citações, e dados qualitativos, como principais impactos dos projetos e sua ligação com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os dados qualitativos foram levantados por meio de um questionário enviado a todos os pesquisadores e coordenadores de projetos, abrangendo o período de 2022 a 2025.

Da produção científica à transformação: o relatório documenta efeitos que vão além dos indicadores bibliométricos. Imagem: Ricardo Trindade.

Segundo a avaliação apresentada, 160 projetos foram submetidos ao Programa no período, sendo 107 nas seis Chamadas Especiais e 53 em fluxo contínuo. Destes, 87 foram aprovados: 43 nas Chamadas Especiais e 44 no fluxo contínuo. “As Chamadas Especiais têm incentivado projetos de formatos diferenciados, como os de síntese e transformação, e são extremamente competitivas, com taxa de aprovação de 40%. Já o fluxo contínuo congrega projetos diversos e de alta qualidade, o que resulta em cerca de 83% de aprovação dos projetos enviados”, explica Trindade. “Os pesquisadores formados pelo Biota mostram que o Programa é um indutor da formação e da pesquisa em biodiversidade no estado de São Paulo”.

“O Biota tem escala significativa, tanto em recursos quanto em projetos vigentes, e faz ciência robusta, em números e qualidade. Entre 2022 e 2025, os pesquisadores do Biota publicaram 468 artigos, foram citados 3.320 vezes e cerca de 51% da produção tem colaboração internacional”, explica Trindade. “Além disso, foram destacadas as 268 citações em patentes e 749 em documentos de políticas públicas”. O Programa formou 158 bolsistas de mestrado, doutorado e pós-doutorado financiados pela Fapesp. Teve, ainda, mais de 9 mil menções na mídia no período, entre veículos da internet, jornais impressos, rádio, TV e revistas.

Entre os impactos indicados pelos coordenadores de projetos estão contribuições para os ODS, especialmente os ODS 14 e 15 (Vida na Água e Vida Terrestre), mas também para outros objetivos, como a Ação Contra a Mudança Global do Clima (13) e Saúde e Bem-Estar (3). “Isso mostra que o programa vai além da área da biodiversidade”, explica Trindade.

Renovação

“O Programa é consolidado e garante estabilidade para a área de pesquisa. Ainda assim, a renovação é importante e, para isso, contamos com mecanismos de renovação: o Comitê Científico, renovado a cada seis anos; o Plano Estratégico, que deve ser sempre revisitado; e, agora, o Plano de Avaliação, coordenado pela Diretoria Científica. Acreditamos que, com esses mecanismos de renovação e com o Programa consolidado desta forma, conseguiremos atrair novos pesquisadores”, conclui Trindade.

O Comitê Científico do Biota teve seus integrantes renovados (veja os detalhes aqui) e, durante o evento, houve uma homenagem aos pesquisadores Simone Vieira e Jean Paul Metzger, que deixaram o Comitê este ano.

Durante a homenagem, foram destacadas as atuações de ambos nas discussões do Planejamento Estratégico do Biota, em especial as contribuições de Simone Vieira para a consolidação do eixo Transformação e de Metzger para o eixo Síntese.

“Trilhar os caminhos que levaram o Biota a ser reconhecido não apenas como um programa bem-sucedido de fomento à pesquisa em biodiversidade e conservação da natureza, mas também um programa que inspira pessoas e iniciativas, não é uma tarefa fácil”, reforçou Gabriela Di Giulio, integrante do Comitê, durante a homenagem, “que possamos seguir trilhando esses caminhos, fomentando a geração de conhecimento e a busca por uma sociedade socialmente e ambientalmente justa”.


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